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Explorando a Obra "Rastros" no núcleo "Tem de Tudo Nesta Rua" em "Asa de Papel" no CCBB BH

  • syltriginelli6
  • há 19 horas
  • 3 min de leitura


Entre os dias 1º de julho e 12 de outubro, o CCBB BH recebe a exposição inédita “Asa de Papel – Marcelo Xavier”, que convida o público a mergulhar no universo do multiartista mineiro por meio de instalações imersivas, obras originais, experiências sensoriais e recursos de acessibilidade concebidos como parte da criação artística.


Com curadoria de Marconi Drummond, a mostra apresenta um amplo mergulho na trajetória de Marcelo Xavier, um dos principais nomes da literatura infantojuvenil, da arte-educação e da cultura visual brasileira contemporânea, reunindo mais de quatro décadas de produção artística, em uma experiência que transforma o ato de ler em uma vivência coletiva e sensorial.


Concebida como uma experiência imersiva, a mostra conduz os visitantes por diferentes ambientes inspirados em obras marcantes de carreira do artista. Logo na chegada, personagens criados por Marcelo recepcionam o público e anunciam o tom lúdico da visita. Em seguida, os visitantes atravessam a instalação “Asa da Palavra”, um túnel formado por superfícies espelhadas, letras suspensas e paisagens sonoras que introduzem o universo do artista. A partir daí, o percurso se desdobra em diferentes ambientes inspirados em livros marcantes de sua trajetória, combinando instalações, videografias, objetos, desenhos, esculturas, sons e experiências interativas.


Entre os destaques está o núcleo dedicado a “Asa de Papel”, obra considerada uma das mais emblemáticas de sua carreira. O espaço reúne projeções, ambientes multissensoriais e o chamado Gabinete MX, uma espécie de museu afetivo do artista, composto por fotografias, desenhos, objetos pessoais, sons e memórias. Gavetas podem ser abertas pelo público, revelando histórias, referências e processos criativos que ajudam a compreender a construção de uma das obras mais originais da cultura brasileira contemporânea.


A mostra também apresenta ambientes inspirados em livros como “Mitos”, “Festas”, “Tem de Tudo Nesta Rua”, “Truques Coloridos”, “O Dia a Dia de Dadá” e “Se Criança Governasse o Mundo”. Em cada núcleo, temas recorrentes da produção de Marcelo Xavier ganham novas camadas de interpretação: a infância como território de invenção, a valorização da cultura popular, a convivência com as diferenças, a ocupação afetiva da cidade, a imaginação como ferramenta de transformação social e a defesa de um mundo mais inclusivo.


Sobre a obra e os artistas


Dânova Neres é artista visual, graduando em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFMG, com habilitação em Artes Gráficas e Desenho. Sua produção permeia assuntos que o atravessam enquanto artista negro, periférico e pessoa com deficiência.

Syl Triginelli é artista visual e arte-educadore não-binárie, graduada em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFMG, com estudos em gravura, desenho e artes gráficas. Sua prática artística é atravessada por experiências ligadas à neurodivergência, explorando modos plurais de percepção, comunicação e criação.

Convidados pela curadoria da exposição, ambos apresentam a obra “Rastros”, uma proposição artística que transforma a cadeira de rodas em instrumento de criação, reflexão e visibilidade. A partir de uma ação colaborativa, os artistas produzem registros gráficos que tomam o deslocamento pelo espaço urbano como matéria poética, evidenciando experiências frequentemente marcadas por obstáculos, desvios e ausências de acessibilidade.


Fotografia de Dânova Neres na abertura da exposição, tirada por Syl Triginelli.
Fotografia de Dânova Neres na abertura da exposição, tirada por Syl Triginelli.

Na obra, a cadeira de rodas é utilizada como matriz para a produção de monotipias. Seus percursos deixam marcas sobre o papel, convertendo movimentos em vestígios visuais e transformando trajetórias cotidianas em narrativas gráficas. As impressões resultantes revelam camadas de deslocamento, encontros, interrupções e caminhos possíveis, propondo uma reflexão sobre como os corpos ocupam e experienciam a cidade. A instalação é complementada por dioramas e outros elementos expositivos que ampliam a experiência visual, configurando uma paisagem de vestígios, deslocamentos e memórias.


Agradecimentos especiais aos fotógrafos, artistas, coladores de lambe e amantes do underground Yan Rodrigues (@Yor.cf), Gabriel Franklin e Sylvio Coutinho ( https://sylviocoutinho.com.br ).


SERVIÇO


Data: 01/07 à 12/10/2026

Local: Centro Cultural Banco Do Brasil-CCBB Belo Horizonte - Galerias do Térreo.

Endereço: Praça da Liberdade, 450 - Funcionários, Belo Horizonte - MG

Horário: Quarta a segunda,das 10h às 22h.

Classificação: Livre




 
 
 

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